COMO DAR UMA PAUSA E REENCONTRAR SUA ENERGIA

Published by

on

Há dias em que você acorda cansada antes mesmo de abrir os olhos. O corpo está ali, imóvel, mas a mente já corre – fazendo listas, lembrando compromissos, tentando não esquecer nada. Você se levanta, toma café, se arruma, mas sente como se o peso do mundo estivesse nos ombros. E o mais curioso é que você nem consegue explicar exatamente o porquê. Não é falta de sono. Não é por ter se exercitado demais. É algo mais profundo.

Esse tipo de exaustão não passa com uma boa noite de descanso. Dormir ajuda o corpo, mas não silencia os pensamentos. Você deita para relaxar e o cérebro começa a repassar o dia, o que não deu tempo de fazer, o que precisa resolver amanhã, o que poderia ter sido diferente. E mesmo nos raros momentos em que não há nada urgente, a mente continua trabalhando, buscando problemas onde talvez nem existam. É como se o “modo preocupação” nunca desligasse.

A exaustão constante nasce da sobrecarga invisível que você carrega. Não se trata apenas das tarefas diárias. É a soma de responsabilidades emocionais, mentais e sociais. É o papel de filha, mãe, profissional, amiga, parceira, cuidadora de todos, inclusive de quem não pediu. Você tenta dar conta de tudo, de todos, e aos poucos vai se afastando de si mesma.

Quando percebe, já vive no automático. Trabalha, responde mensagens, paga contas, sorri quando precisa sorrir, conversa quando precisa conversar, mas tudo parece acontecer sem realmente acontecer. É como se uma parte sua estivesse sempre desligada. E esse desligamento tem um preço alto: o esgotamento emocional.

Há quem confunda exaustão com preguiça. Mas o cansaço profundo de que falamos aqui é diferente. É acordar e já sentir vontade de voltar para a cama. É olhar para as próprias conquistas e não sentir satisfação. É perder o interesse por coisas que antes lhe faziam bem. É o corpo funcionando, mas a alma implorando por pausa.

Você pode até tirar um fim de semana de descanso, viajar, tentar desconectar. Mas o alívio é temporário. Porque o problema não está no que você faz, e sim no quanto você se cobra. É o excesso de exigência que esgota. A tentativa de ser perfeita, eficiente, presente, produtiva, sempre disposta. E ninguém consegue sustentar isso por muito tempo sem se perder um pouco.

Um exemplo comum? A mulher que chega em casa depois de um dia exaustivo de trabalho e ainda se sente culpada por não ter energia para brincar com os filhos ou cozinhar algo elaborado. Ou a profissional que tenta conciliar carreira e vida pessoal, e mesmo quando entrega resultados, sente que poderia ter feito mais. Ou ainda aquela pessoa que carrega o peso de cuidar de alguém, mas nunca é cuidada por ninguém.

Esse tipo de cansaço é silencioso. Você vai empurrando, acreditando que “vai passar”, entretanto, o tempo passa, e o cansaço fica. Às vezes, ele se transforma em irritação. Outras, em apatia. Há dias em que você explode por motivos pequenos, e outros em que simplesmente não sente nada. A alma parece desligar o botão das emoções para tentar sobreviver.

A mente cansada começa a distorcer a realidade. Você se sente incompetente, insuficiente, inútil. Acredita que está falhando, quando na verdade está apenas exausta. E como ninguém vê o cansaço mental, você aprende a disfarçar. A usar maquiagem, sorrir para fotos, postar frases motivacionais, enquanto por dentro sente um vazio que não sabe nomear.

A boa notícia é que existe saída, mas ela exige algo que você tem evitado: parar de se exigir tanto. Talvez o primeiro passo não seja fazer mais nada, e sim fazer menos. Escolher o que realmente importa. Dizer “não” com mais frequência. Reconhecer que descansar também é produtivo. Que cuidar de si não é egoísmo, é viver com mais qualidade.

A cura desse cansaço profundo não vem de remédios milagrosos ou retiros caros. Ela começa quando você se autoriza a existir sem precisar provar nada. Quando você se permite sentir o que sente, sem tentar justificar. Quando você entende que o mundo não vai desabar se você se ausentar por um tempo. Que ninguém morre se você não responder mensagens imediatamente.

Respirar fundo. Comer com calma. Caminhar devagar. Fazer algo sem propósito. Lembrar que o prazer simples é um antídoto poderoso contra o cansaço da alma. E, acima de tudo, se ouvir. A exaustão grita, mas a sabedoria sussurra.

Não há nada de errado com você. Há apenas uma vida pedindo para ser vivida com mais leveza. Às vezes, o que falta não é força – é pausa. E você não precisa continuar se obrigando a dar conta de tudo. Só precisa dar conta de si.

E se esse texto a tocou de alguma forma, talvez seja um bom momento para se presentear com algo que te reconecte ao seu próprio ritmo.

Durante a Black B Literária, meus dois livros autografados “Cura pelo Autocuidado” e o de poesias “Café&Amor” estão com oferta especial: de R$ 110,00 por R$ 89,90, com frete grátis para todo o Brasil e marca-páginas personalizados.

A promoção é válida até o dia 10/11, e para garantir o seu exemplar é simples: envie o comprovante de pagamento junto com o endereço completo para o e-mail contato@biancastievano.com.br

Permita-se um respiro. Às vezes, a cura começa nas pequenas coisas como o ato de abrir um livro e se reencontrar nas entrelinhas.

Deixe um comentário

Descubra mais sobre BIANCA STIEVANO - Editora independente · Livraria afetiva · Serviços literários

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue lendo