VOCÊ É O AMOR DA SUA VIDA

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Hoje é Dia dos Namorados. As vitrines estão cobertas de corações, as redes sociais transbordam declarações apaixonadas, e por toda parte se fala sobre o amor. Mas existe um tipo de amor que raramente ganha destaque nessa data: o amor que você dedica a si mesma.

Talvez você esteja em um relacionamento. Talvez esteja solteira. Talvez esteja vivendo aquele intervalo confuso entre o fim de uma história e o início de outra. Independentemente da sua situação afetiva, existe uma pergunta que merece ser feita: você é a sua prioridade?

Sim, é uma provocação. E também um convite. Porque, antes de buscar o amor no outro, é preciso construí-lo dentro de si. Antes de entregar o coração, é necessário saber onde ele está e como anda batendo. Enquanto você não se cuida, não se acolhe, não se escuta de verdade, acaba amando de um lugar vazio, esperando que o outro a preencha. E isso, invariavelmente, leva à frustração.

Você já se pegou fazendo tudo por alguém e, mesmo assim, se sentindo sozinha? Já viveu aquela sensação de dar, dar e dar… e não receber nem metade de volta? Já chorou porque, apesar de tanto esforço, a relação parecia sempre pender para o lado de lá?

Essas são marcas de quem se entrega sem se pertencer. De quem acredita que amor é se anular em favor do outro. Que cuidar é esquecer de si. Que amar é sofrer.

Mas não é.

Amar não deve doer. Amar é somar.

E para somar, você precisa estar inteira.

Imagine-se como uma casa. Quando está de pé, estruturada, com paredes firmes e janelas abertas para a luz, qualquer visita é bem-vinda, entretanto, se está em ruínas, qualquer brisa vira tempestade. Você se torna vulnerável a qualquer pessoa que chegue – mesmo que venha só para destruir o pouco que restou.

Agora reflita: como está a casa que você habita? Como está o seu espaço interno? Você tem cuidado das suas necessidades, dos seus desejos, da sua saúde emocional? Ou tem deixado tudo isso em segundo plano, esperando que o amor do outro conserte o que só você pode reparar?

Não é egoísmo se colocar em primeiro lugar. É sabedoria. É maturidade. É autocuidado.

E não, isso não significa fechar as portas para o amor alheio. Pelo contrário. Quando você se ama primeiro, passa a amar com mais leveza. Porque não exige. Não cobra. Não sufoca. Você ama por escolha, não por carência.

Amar é liberdade. E liberdade começa dentro de você.

Veja o exemplo da minha paciente Clara (nome fictício) que me autoriza citar sua história. Por muitos anos, ela acreditou que estar apaixonada significava viver para o outro. Abandonou hobbies, amizades, até mesmo algumas convicções pessoais para se moldar ao parceiro. No início, tudo parecia perfeito. Mas, com o tempo, ela passou a sentir uma solidão estranha, mesmo acompanhada. Era como se tivesse desaparecido dentro do relacionamento. Quando ele terminou, Clara se viu perdida. Quem era ela, afinal?

Foi com a terapia e no silêncio da solidão que ela começou a se reencontrar. Redescobriu a paixão pela dança, retomou os encontros com as amigas, voltou a escrever – algo que amava desde a adolescência. E, pela primeira vez, sentiu-se completa sem depender da presença de alguém.

Depois disso, Clara se apaixonou de novo. E dessa vez, permaneceu inteira. Continuou dançando, escrevendo, rindo com as amigas. Amou sem se apagar. Porque tinha aprendido uma lição valiosa: não se pode amar de verdade se você não se ama primeiro.

Você não precisa passar por uma ruptura para aprender isso. Pode começar agora. Neste exato momento. Com pequenos gestos.

Dizer não quando for necessário. Dormir mais cedo. Comer com atenção. Ficar em silêncio quando o mundo gritar. Se ouvir. Se perdoar. Se respeitar.

E não espere estar perfeita para se amar. O amor próprio não nasce da perfeição, mas da aceitação. Amar-se é reconhecer suas falhas sem se diminuir por elas. É olhar no espelho e enxergar não só a aparência, mas a história que você carrega, as lutas que enfrentou, as vitórias silenciosas que ninguém viu.

Você não precisa merecer amor. Você já é amor.

Sim, o outro pode trazer alegria, companhia, prazer. Só que ele não pode lhe dar algo que você ainda não se permite receber de si mesma. Nenhuma relação a salva de você. E nenhuma ausência a impede de viver bem, quando você está em paz consigo.

Hoje, no Dia dos Namorados, ao invés de apenas buscar flores, presentes ou declarações, que tal se dar o compromisso mais importante de todos? O compromisso de se amar, se escolher, se cuidar todos os dias.

Talvez isso signifique rever os padrões de relacionamento que você aprendeu. Talvez exija enfrentar a solidão de forma mais consciente. Talvez envolva mudar rotinas, estabelecer limites, abandonar o que não lhe faz bem.

Tudo isso dá medo. E tudo isso liberta.

A sua história de amor mais bonita pode e deve começar com você. Porque o amor verdadeiro começa dentro. E só transborda quando encontra um recipiente cheio.

Seja esse recipiente. Seja a sua própria fonte. E quando o amor do outro chegar, será apenas um bônus. Um encontro. Um espelho. Nunca uma salvação.

Se você sente que precisa de apoio para se colocar no centro da sua vida, eu posso ajudar você.

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Você merece viver uma relação leve, segura e amorosa – começando pela mais importante de todas: a que tem com você.

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